Na segunda parte do workshop sobre gestão em vendas, que ocorreu no segundo dia da ExpoVendaMais 2011, Raúl Candeloro subiu ao palco com Marcelo Caetano e Fábio Fiorini para falar sobre gestão de equipes de vendas e de clientes. O foco da palestra foi sobre como a empresa trabalha esses dois itens e que ferramentas podem ser usadas para fazer uma gestão mais eficaz de ambos.
No quesito clientes, Marcelo fez à plateia os seguintes questionamentos:
- Sua empresa está, de verdade, preocupada em manter clientes?
- Você tem algum controle desse processo (a forma que usa para mensurar quantos clientes tem, quantos são mantidos, perdidos, etc.)?
- Você tenta “reativar” clientes antes que eles se tornem inativos?
- Aliás, qual é o tempo estabelecido na sua empresa para que um cliente se torne inativo?
Tudo para incitar os presentes a refletirem se eles têm todas as respostas a essas perguntas, e mais: se as respostas a elas são positivas. Porque, se você se preocupa de verdade com seus clientes, essas perguntas deveriam ser facilmente respondidas e fazerem parte das ações de vendas da sua empresa.
Outra questão que foi levantada por eles trata do gerenciamento de carteira de clientes: quem deve ser responsável por isso? E a resposta unânime dos três especialistas é a de que isso é responsabilidade do gestor comercial, e não do vendedor. Você sabe por quê?
Veja bem, se uma empresa permite que os próprios vendedores gerenciem sua carteira, muitas informações sobre os clientes ficam apenas com a equipe de vendas. E, caso alguém saia da equipe, ou mesmo da empresa, muitos clientes poderão deixar de ser atendidos plenamente, porque todo o relacionamento de venda estava na mão de uma única pessoa; consequentemente, esse cliente será perdido.
Então, a regra é: não fique refém da sua equipe de vendas. Os clientes são da empresa, e não de determinados vendedores. Por isso, o gerenciamento de carteira de clientes deve ficar sempre com o gestor comercial.
Em relação aos clientes, Raúl fez o público refletir sobre três elementos dolorosos de se analisar na maioria das vezes que se para para fazer isso em uma empresa:
- Quantos prospects com quem tivemos contato este ano eram oportunidades claras de vendas, que, no fim, não foram fechadas?
- Quanto demos de desconto este ano?
- Quantos clientes perdemos este ano?
Agora, analise todas as respostas e pense: quanto isso significa de faturamento? Descobrir esse número muitas vezes pode ser doloroso, não é mesmo? Mas, se assim for, o caminho é mudar a forma de fazer a gestão de vendas na sua empresa imediatamente, levando em conta, principalmente, as equipes e os clientes!


















